Era uma vez…

numa mesma festa,

Uma “menina feia” que cantou mas não apareceu.

Uma “menina bonita” que dublou e apareceu.

E, um “menino feio” que não cantou e não dublou.

Mas, nadou, nadou e bonito se tornou.

 A China não soube reconhecer  o que é verdadeiramente bonito.

Na abertura das Olimpíadas de Pequim, a “linda menina” Lin Miaoke que se apresentou cantando a música patriótica “Ode à Pátria”, lamentavelmente estava dublando a voz da “feia menina” Yang Peiyi, que foi a verdadeira vencedora do concurso que escolheu a melhor cantora para se apresentar no evento.

A menina linda, comentou-se, nem percebeu que não era a sua voz que soava no estádio daquela grandiosa festa para o mundo, enquanto que a “menina feia” foi deixada de lado pelo fato de não ter uma “boa imagem”, segundo justificou o coordenador do evento.

 Os dentes de Yang Peiyi não eram bonitos, declarou o diretor musical do evento e prosseguiu argumentando: “tivemos que fazer o melhor pois ela não era bonita o suficiente.”

Humilde, crédula e desprovida de maldade, como toda criança, Yang Peiyi que chegou a se preparar cantando nos ensaios e experimentando o vestido da apresentação, conformou-se com a escolha e disse: “Estou orgulhosa de ter sido escolhida para cantar, pelo menos”.

 O objetivo da troca das meninas foi o de prezar pela responsabilidade de atrair a atenção da audiência de todo o país, insistiu o organizador do evento…. e conseguiu.

Com esta concepção incompreensível sobre padrão de beleza e atitude preconceituosa, a China conseguiu não somente chamar a atenção do seu país como do mundo inteiro.

Enquanto isto, dito como “o menino feio” dos Estados Unidos,  Michael Fred Phelps II deu um show de beleza na piscina da China. Aliás, beleza para os Estados Unidos e para grande parte do mundo está associada ao empenho, à conquista, ao sucesso e à vida em sua plenitude.

Ganhador de oito medalhas de ouro numa mesma Olimpíada – Beijing 2008, Phelps, dono de uma envergadura física incomparável com qualquer outro nadador dos últimos tempos, com capacidade aeróbica também inigualável e um equilíbrio psicológico invejável,  mostrou para o mundo o que é bonito, verdadeiramente.

 

Caro Professor:

 Não deixe passar esta oportunidade.

Aproveite este tema contextual e trabalhe com seus alunos sobre:

concepção de beleza – belo – bonito.

Muitos jovens, infelizmente, lutam por uma beleza enganosa.  É o caso de muitas modelos, por exemplo, e a questão da anorexia.

A variação de aparências é que nos diferencia enquanto seres humanos.

A beleza está muito mais no coração do que nos olhos de quem a vê.

A beleza está nas atitudes do bem, na determinação, na luta e na conquista, na disciplina, na organização, na assertividade, na honestidade, na dignidade humana, na superação dos desafios, na honra e em tantos outros valores mais.

Motive seus alunos para pesquisarem imagens com reportagens de pessoas que lutam por conquistas de vida:

  • mães que lutam por salvar seus filhos das drogas;
  • pais que, mesmo desempregados, lutam pela dignidade de sua família;
  • mulheres com tripla jornada de trabalho para ajudar na renda familiar;
  • jovens incansáveis que trabalham para pagar seus estudos em vista de um futuro melhor;
  • pessoas doentes, deficientes físicos, que vencem os preconceitos da sociedade e realizam grandes conquistas;
  • pessoas que lutam por ideais e alcançam grandes méritos: esportistas, estudantes, profissionais de várias áreas, pessoas pobres, pessoas ricas.

Discuta com seus alunos sobre estas questões e, juntos, concluam sobre o que realmente é bonito e o que é feio…. muito feio.

Por fim, aborde a questão  dos traços físicos marcantes e diferenciados das diversas etnias nos cinco continentes do mundo, formando a maravilhosa pluralidade humana.

Com certeza este assunto dará uma “aula incomparavelmente bonita e que fará muita diferença para a vida dos adolescentes e jovens”. Seus alunos vão adorar!

 “O essencial é invisível para os olhos”